No vídeo, uma espetacular apresentação de um grupo de dança formado por portadores de síndrome de down.
Vale a pena conferir!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Incluindo Alunos com Síndrome de Down no Ensino Fundamental
Muito mais crianças com Síndrome de Down têm entrado em escolas da rede regular de ensino. Este é o resultado de muitos fatores. Pressão dos pais com o apoio de organizações voluntárias encorajaram desde 1981 a secretaria de educação a integrar alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns se os pais assim o desejassem. Mais recentemente, um documento de 1997 propôs que alunos com necessidades educacionais especiais deveriam estar em escolas comuns.
Inevitavelmente, muitos professores vão achar a idéia de incluir alunos com SD em suas classes preocupante e vão ficar apreensivos a princípio. Porém, a experiência demonstra que a maioria dos professores têm as ferramentas necessárias para entender as necessidades específicas destas crianças e são capazes de ensiná-los efetivamente e com sensibilidade.
Este folheto traz informações sobre o perfil de aprendizado típico de uma criança com Síndrome de Down e boas práticas para sua educação, desta forma, pavimentando o caminho para uma inclusão bem-sucedida.
POR QUE INCLUSÃO ?
Há muitas razões por que uma criança com Síndrome de Down deve ter a oportunidade de frequentar uma escola comum. Cada vez mais pesquisas tem sido publicadas e o conhecimento sobre as capacidades de crianças com Síndrome de Down e o potencial de serem incluídos com sucesso tem aumentado. Ao mesmo tempo, os pais têm se informado mais sobre os benefícios da inclusão. Além disso, a inclusão é não discriminatória e traz tanto benefícios acadêmicos quanto sociais.
Acadêmicos
- Pesquisas mostram que as crianças se desenvolvem melhor academicamente quando trabalham num ambiente inclusivo
Social
- Oportunidades diárias de se misturar com seus parceiros com desenvolvimento típico proporcionam modelos para comportamento de acordo com a faixa etária
- As crianças têm oportunidade de desenvolver relações com crianças de sua própria comunidade
- Ir à escola comum é um passo chave em direção à inclusão na vida comunitária e na sociedade como um todo.
A inclusão bem-sucedida é um passo importante para que crianças com necessidades educacionais especiais se tornem membros plenos e contributivos da comunidade, e a sociedade como um todo se beneficia disso. Os colegas com desenvolvimento típico ganham conhecimento sobre deficiência, tolerância e aprendem como defender e apoiar outras crianças com necessidades educacionais especiais. Como escreve David Blunkett “ quando todas as crianaças saõ incluídas como parceiros iguais na comunicade escolar, os benefícios são sentidos por todos”.
Para aprender mais, clique aqui.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
REFLEXÃO: “A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original”. (Albert Einstein)
O QUE É SER DIFERENTE? EXISTE MESMO DIFERENÇA?
E QUANTO AOS SEUS SENTIMENTOS E EMOÇÕES?
SERÁ QUE EXISTE MESMO DIFERENÇA? SERÁ QUE OS PORTADORES DE DOWN SÃO SERES TÃO DIFERENTES DOS DITOS "NORMAIS"? SERÁ QUE OS "NORMAIS" TAMBÉM NÃO APRESENTAM ALGUMA LIMITAÇÃO?
SERÁ QUE OS PORTADORES DE ALGUMA DEFICIÊNCIA SÃO MESMO INCAPAZES? DEFICIENTES OU EFICIENTES?
Esta reflexão é para todos os visitantes de todos os grupos, A, B, C, D e E que participam do curso e para nossa tutora Nivia Moraes
E QUANTO AOS SEUS SENTIMENTOS E EMOÇÕES?
"NINGUÉM EDUCA NINGUÉM, OS HOMENS EDUCAM-SE EM COMUNHÃO" (PAULO FREIRE)
"QUE MUNDO É ESSE EM QUE VIVEMOS, ONDE É MAIS FÁCIL QUEBRAR O NÚCLEO DE UMA ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO". (ALBERT EINSTEIN)
SÍNDROME DE DOWN
O maior objetivo da educação infantil é fazer com que a criança seja mais autônoma em sala de aula. Adquirir autonomia é interiorizar regras da vida social para que se possa conduzir, sem incomodar, o restante do grupo. Essa adequação social é condição primordial para que seja integrada. (Mills apud Schwartzman, 1999, p. 23)
Porém, o cérebro de uma criança com Down, não atinje seu pleno desenvolvimento e assim todas suas funções ficam alteradas. Essa deficiência mental diz respeito ao processo desenvolvimento-aprendizagem, aos fatores biológicos e também com o ambiente físico e social. Esta afirmação colocada por Schwartzman (1999) diz que o cérebro de um recém-nascido possui capacidades de aprendizagem, porém, estas serão desenvolvidas através da internalização de estímulos que por sua vez se dá através da aprendizagem que está intimamente associada aos fatores biológicos, como integridade orgânica, além de sofrer influências diretas dos fatores ambientais e sociais. (Schwartzman, 1999, p.243)
Jean Piaget também faz esta abordagem quando afirma que “os indivíduos nascem apenas com potencialidades (capacidade inata) á capacidade de aprender”. Assim, todo conhecimento e todo o desenvolvimento da criança depende de exposição ao meio e dos estímulos advindos deste. Para Piaget, a base do conhecimento é a transferência e assimilação de "estruturas". Assim, um conhecimento, um estímulo do meio é encarado como uma estrutura que será "assimilada" pelo indivíduo através de sua capacidade de aprender.
A aprendizagem é realizada com sucesso se capacidades de assimilação, organização e acomodação, estiverem integradas, para que um indivíduo esteja sempre adquirindo novas informações. Desta forma, quando se depara com um dado novo, para a internalização do mesmo, o indivíduo deve reorganizar as aquisições já adquiridas, para acomodar os novos conhecimentos sendo por este processo que linguagem e cognição se desenvolvem. Para estimularmos uma criança, temos que incentivá-las a serem mais competentes para resolver as exigências que a vida traz em seu contexto cultural.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
POR QUE AS DIFICULDADES DO PORTADOR DE DOWN
O portador de síndrome Down possui certa dificuldade de aprendizagem que na grande maioria dos casos são dificuldades generalizadas, que afetam todas as capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. Estas podem se manifestar em maior ou menor graus. Além disso, a criança com síndrome de Down têm idade cronológica diferente de idade funcional, por isso, não devemos esperar uma resposta idêntica à resposta da "normais", que não apresentam alterações de aprendizagem. Esta deficiência decorre de lesões cerebrais e desajustes funcionais do sistema nervoso: “O fato de a criança não ter desenvolvido uma habilidade ou demonstrar conduta imatura em determinada idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois é possível que amadureça lentamente”. (Schwartzman, 1999, p. 246).
Crianças especiais como as portadoras de síndrome de Down, não desenvolvem estratégias espontâneas e este é um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá muitas dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas.
Entre outras deficiências que acarretam repercussão sobre o desenvolvimento neurológico da criança com síndrome de Down, podemos determinar dificuldades na tomada de decisões e iniciação de uma ação; na elaboração do pensamento abstrato; no cálculo; na seleção e eliminação de determinadas fontes informativas; no bloqueio das funções perceptivas (atenção e percepção); nas funções motoras e alterações da emoção e do afeto. (Schwartzman, 1999, p. 247)
No entanto, a criança com síndrome de Down têm possibilidades de se desenvolver e executar atividades diárias e até mesmo adquirir formação profissional. No enfoque evolutivo, a linguagem e as atividades como leitura e escrita podem ser desenvolvidas a partir das experiências da própria criança.
As inúmeras alterações do sistema nervoso repercutem em alterações do desenvolvimento geral e da aprendizagem. Não há um padrão estereotipado previsível nas crianças com síndrome de Down e o desenvolvimento da inteligência não depende exclusivamente da alteração cromossômica, mas é também influenciada por estímulos provenientes do meio.
No entanto, o desenvolvimento da inteligência é deficiente e normalmente encontramos um determinado atraso. As disfunções cognitivas observadas nos portadores de Down não são homogêneas e a memória seqüencial auditiva e visual geralmente são severamente acometidas.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
A EDUCAÇÃO ESPECIAL
A educação especial é uma modalidade de ensino, que visa promover o desenvolvimento de alunos portadores de deficiências, que necessitam de atendimento especializado, respeitando as diferenças individuais, de modo a lhes assegurar o pleno exercício dos direitos básicos de cidadão e efetiva integração social.
Proporcionar ao portador de deficiência a promoção de suas capacidades, envolve o desenvolvimento pleno de sua personalidade, a participação ativa na vida social e no mundo do trabalho, são objetivos principais da educação especial e assim como o desenvolvimento bio-psíquico-social, proporcionando aprendizagem que conduzam a criança portadora de necessidades especiais maior autonomia.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
REVENDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA
A prática pedagógica adaptada as diferenças individuais vem sendo promovida dentro das escolas do ensino regular. No entanto, requerem metodologias, procedimentos pedagógicos, materiais e equipamentos adaptados.
O professor especializado deve valorizar as reações afetivas de seus alunos e estar atento a seu comportamento geral, para solicitar recursos mais sofisticados como a revisão médica ou psicológica. Deve ser considerado, também, outro fator na educação especial que o professor deve levar em conta: o aluno é uma pessoa inteligente, que tem vontades e afetividades e estas devem ser respeitada, pois o aluno não é apenas um ser que aprende.
Referência Bibliográfica
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
EXEMPLO DE INTEGRAÇÃO
POLÍTICA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
A educação especial atualmente é prevista por lei (art. 208, caput, III, CF). e foi um direito adquirido ao longo da conquista dos direitos humanos. A garantia de acesso a educação e permanência da escola requer a prática de uma política de respeito às diferenças individuais.
Os objetivos formulados pela política de educação especial são: promover a interação social; desenvolver práticas de educação física, atividades físicas e sociais; promover direito de escolha; desenvolver habilidades linguísticas; incentivar autonomia e possibilitar o desenvolvimento social, cultural, artístico e profissional, das crianças especiais.
Referência Bibliográfica
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
EDUCAÇÃO ESPECIALIZADA
Para assegurar a educação especializada algumas medidas devem ser tomadas, como: aumento da oferta de serviços de educação especial com equipamentos, equipe qualificada, material didático especializado e espaço físico adequado às necessidades especiais dos deficientes, assim como criação de programas de preparo para o trabalho, estímulo a aprendizagem informal e orientação à família.
No entanto, a falta de atendimento especial principalmente em pré-escolas, carência de recursos e equipe qualificada, inadequação do ambiente físico, falta de novas propostas de ensino, descontinuidade de planejamento e ações, desigualdade de recursos e oportunidades, vem dificultando o acesso de muitas crianças especiais ao ensino especializado.
A criança Down apresenta muitas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve primordialmente respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades específicas das crianças.
Segundo Mills (apud Schwartzman, 1999, p. 233) a educação da criança é uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais.
O fato da criança especial frequentar a escola permitirá adquirir, progressivamente, conhecimentos, cada vez mais complexos que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo.
E como bem descreve Piaget, “o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham. O conhecimento resulta da interação entre os dois”. Assim, a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito-objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o começo, onde o ensino deve ocorrer de maneira sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, na primeira infância, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento através da estimulação de diferentes áreas.
É importante que o educador promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, respeitando a evolução da aprendizagem gradativamente. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, pois estas atitudes não trazem benefícios a criança e ainda podem causar lhe estresse.
Em crianças com síndrome de Down é comum observarmos evolução desarmônica e movimentos estereotipados. Esta defasagem pode ser compensada através do planejamento psicomotor bem direcionada, que lhe proporcionam experiências fundamentais para sua adaptação.
A atividade física na escola tem proporcionado não só a crianças normais como também as crianças portadoras de necessidades especiais, uma grande oportunidade de se desenvolverem. O resgate da importância do corpo e seus movimentos, o conceito de vida associado a movimento, a retomada do indivíduo como agente ativo na construção de sua história, proposto pela educação física, afirma que o corpo não pode ser separado da mente e suas funções se completam. Assim sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas, são fundamentais no processo de formação da criança e é pelo corpo, que esta experimenta o mundo e o movimento, sendo ele o mediador nas suas construções.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
REPENSANDO NO PROCESSO EDUCACIONAL
O processo formal da educação deve rever seus conceitos, pois para internalizar uma informação não basta decorar conceitos e sim participar da construção destes e construir suas próprias idéias. Educar é abranger todos os aspectos, inclusive a necessidade de interagir com o meio tendo contato direto com o universo de objetos e situações que o cercam podendo assim efetivar suas construções sobre a realidade.
Todas as atividades proporcionadas à criança devem ter por objetivo a aprendizagem ativa que possibilite a criança desenvolver suas habilidades.
Frente a grande variação das habilidades e dificuldades da síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatiza-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento destas. Para tanto, o professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática.
Um bom currículo deve considerar todas as características do deficiente mental em termos de pedagogia para que a partir destas sejam escolhidas técnicas, que mantenham a criança atenta e motivada. Em termos de ambiente de aprendizagem procurar-se-á evitar o aparecimento de variáveis que possam bloquear o processo e por isso muitas vezes são utilizadas salas de recursos, que são classes especiais inseridas na escola comum.
A SALA DE RECURSOS
A sala de recursos deve consistir em local apropriado a receber as crianças especiais, que deverão receber assistência pedagógica especializada. Normalmente encontramos as salas de recursos em escolas normais onde crianças "normais" ficam juntas das especiais. Assim a sala de recursos funciona desenvolvendo com as crianças especiais as atividades, que já trabalhou com seus os demais colegas.
O professor de recursos deve priorizar as atividades em que o portador de deficiência tem dificuldades e precisa de auxílio. Ele pode ser o suporte dos estudantes excepcionais em suas classes e deve cuidar para que os professores das crianças excepcionais recebam os materiais e equipamentos didáticos adequados as necessidades.
Um fato determinante para uma boa assistência a crianças especiais é não sobrecarregar demais a sala de recursos especiais para que o professor possa trabalhar bem. E é fundamental também, que o professor indicado esteja preparado, para ser capaz de atender as necessidades de seus alunos e trabalhar em harmonia com o professor da classe regular.
CONSIDERAÇÕES BÁSICAS
Princípios básicos relacionados ao ensino de crianças especiais com síndrome de Down devem ser respeitados:
- As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos;
- As experiências devem ser adquiridas no ambiente próprio do aluno;
- Situações que possam provocar estresse ou venham a ser traumatizantes devem ser evitadas;
- A criança deve ser respeitada em todos os aspectos de sua personalidade;
- A família da criança deve participar do processo intelectivo.
Referência Bibliográfica
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
AS ESCOLAS
A classe especial é a estratégia atualmente mais indicada para o trabalho com crianças especiais, pois permite a integração destas na sociedade.
Podemos encontrar classes parcialmente integradas, ou seja, onde as crianças e professores passam parte do dia em nas classes regulares e o resto do tempo em classes especiais. Este método permite os deficientes participarem de aulas regulares de arte, música, educação física, trabalhos práticos e economia doméstica. Enquanto as matérias mais complexas como matemática, gramática, ciências e outras são destinadas ao ensino especializado com professores especiais.
Também é comum observarmos, escolas especiais, e este método também é muito utilizado principalmente para crianças portadoras de incapacidades múltiplas. Estas escolas normalmente possuem condições consideráveis e instalações e equipamentos especiais. Os profissionais são especialmente treinados e garantem a assistência e a instrução destas crianças. A escola é encarregada de supervisionar as crianças excepcionais e assegurá-las quanto à aprendizagem. Quanto ao fato de separar as crianças excepcionais das crianças ditas normais tem por objetivo promover a educação especializada e diferenciada. No entanto, é necessário a integração destas crianças.
As desvantagens da escola especial são muitas, no entanto, as principais são ambiente muito segregado que não favorece a integração social; estigma da classe especial menor que o da escola separada, o isolamento físico e social dos alunos da classe especial e seu professor é situado em nível inferior da escala de prestigio profissional e o maior custo de instalações especiais e equipamentos para varias salas de aula.
As escolas devem concentrar esforços para desenvolver as potencialidades e capacidades do aluno, levando em consideração os objetivos e estratégias que lhe poderão ser mais úteis, não importa o tipo da escola comum ou especial.
O fator mais importante é que o professor crie em salas de aula condições que lhe permitam um melhor convívio grupal e para isto pode trabalhar as dinâmicas de grupos cooperativos.
É muito importante que a escola conheça cada dificuldade e habilidade de cada criança com intuito de promover suas necessidades básicas para aprendizagem e desenvolvimento, identificando na criança os rendimentos, atitudes, motivação, interesse, relações pessoais, forma de assumir tarefas e enfrentar situações. A partir dos resultados desta observação são planejadas as adaptações direcionadas ao apoio pedagógico favorecendo as aquisições através de intervenções planejadas e organizadas em prol de um objetivo primordial que deve ser a organização dos elementos pessoais e materiais que possibilitarão novas aprendizagens.O trabalho pedagógico com estas crianças é um processo complexo e resulta em uma dinâmica evolutiva baseada nas capacidades do indivíduo.
Referência Bibliográfica
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999
O INTUITO DE EXIBIR O VÍDEO ABAIXO, SEM QUERER FAZER NENHUM TIPO DE APELO OU AFRONTO A QUALQUER RELIGIÃO, FOI ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PARA MOSTRAR QUE A INCLUSÃO SOCIAL, PARA QUALQUER TIPO DE DEFICIÊNCIA OU CARÊNCIA, É POSSÍVEL, MESMO COM TODAS AS DIFICULDADES E DIVERSIDADES. BASTA APENAS ACREDITAR!
PONTOS IMPORTANTES NA EDUCAÇÃO DO PORTADOR DE DOWN
Alguns pontos devem ser considerados quanto à educação do portador da síndrome de Down:
- Estruturar seu auto-conhecimento;
- Desenvolver seu campo perceptivo;
- Desenvolver a compreensão da realidade;
- Desenvolver a capacidade de expressão;
- Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico;
- Adquirir hábitos de bom relacionamento;
- Trabalhar cooperativamente;
- Adquirir destreza com materiais de uso diário;
- Atuar em situações do dia a dia;
- Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem;
- Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive;
- Conhecer e aplicar regras básicas de segurança física;
- Desenvolver interesses, habilidades e destrezas que o oriente em atividades profissionais futuras;
- Ler e interpretar textos expressos em frases diretas;
- Desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos práticos que o levem a descobrir conhecimentos práticos que o levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade.
O educador deve também integrar o portador de síndrome de Down na comunidade e trabalhar sua aceitação social e até mesmo a absorção em um mercado de trabalho.
O PAPEL DA FAMÍLIA
A família deve ser orientada e motivada a colaborar, participando do programa educacional, promovendo desta forma uma interação maior com a criança. Também é fundamental que a família incentive a prática de tudo que a criança assimila.
"A qualidade da estimulação no lar e a interação dos pais com a criança se associam ao desenvolvimento e aprendizagem de crianças com deficiência mental".(Crawley, Spiker, 1983).
Assim é fundamental que a família seja orientada quanto à natureza intelectual, emocional e comportamental, quanto aos recursos e serviços existentes para tratamento e educação, e quanto ao futuro que se reserva ao portador de necessidades especiais, de forma que permita aliviar a ansiedade e diminuir dúvidas. Assim os conselhos devem se preocupar com os temores e ansiedades, sentimentos de culpa e vergonha, dos familiares e deficientes. Devem reduzir a vulnerabilidade emocional e as tensões sofridas, aumentando a capacidade de tolerância.
Outro fator deve ser considerado que é a superproteção dos pais em relação à criança e que pode influenciar, de forma negativa, no processo de seu desenvolvimento. Normalmente o que ocorre é que são concentradas atenções nas deficiências da criança de modo que os fracassos recebem mais atenção que os sucessos e a criança fica limitada nas possibilidades que promovem a independência e a interação social.
Pesquisas mostram que a família é primordial para a aquisição de linguagem oral, principalmente nos primeiros anos de vida. Quando a criança encontra-se em período de maturação orgânica e seu sistema nervoso está sendo moldado pelas experiências e estímulos recebidos e internalizados. A estimulação do portador de deficiências especiais na fase inicial da vida é extremamente importante para o desenvolvimento normal da criança, e minimiza as ocorrências de déficits de linguagem na primeira infância, que poderão trazer sérias conseqüências futuras. Pois no período da primeira infância, o cérebro humano é altamente flexível.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
RELATO DOS PAIS
VISÃO EDUCACIONAL
A educação especial é determinante no processo de estimulação inicial e cabe ao professor de turmas especiais trabalhar suas crianças desenvolvendo nestas capacidades de praticarem atividades diárias, participar das atividades familiares, desenvolver seu direito de cidadania e até mesmo desenvolver uma atividade profissional. Para isso, profissionais especializados e cuidados especiais devem ser tomados, a fim de facilitar e possibilitar um maior rendimento e desenvolvimento educacional dos portadores de tal síndrome.
Enfim, a importância da estimulação se dá pela grande necessidade da criança de vivenciar experiências que permitam seu desenvolvimento, respeitando suas deficiências e explorando suas habilidades. E cabe aos envolvidos, aumentar suas possibilidades de observação e intervenção, objetivando aprimorar a aprendizagem de seus filhos, que são crianças especiais, que tem dificuldades como qualquer outra pessoa e são também crianças capazes de vencer suas dificuldades e se desenvolverem.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
domingo, 6 de dezembro de 2009
E RESUMINDO ...
Como podemos perceber, não é fácil lidar com as diversidades e adversidades no processo educacional e porque não dizer até em nossas vidas também.
É preciso que busquemos informações, para trocá-las de forma mútua entre aqueles que fazem parte do nosso cotidiano, independente de serem "normais" ou não. O desafio, independente do tamanho, faz parte do processo, pois só assim conseguimos buscar soluções para problemas que venham a ocorrer, mesmo que inesperadamente. É a valorização pela e para a vida.
Ninguém nasce sabendo tudo. Vamos acumulando conhecimento ao longo da vida. É por isso que precisamos acreditar que é possível vencer desafios. Basta tentar!
(Mônica Santos - Grupo E)
ENFIM, NÃO SÓ PARA OS "NORMAIS", COMO PARA TODOS OS PORTADORES DE DOWN,INCLUSIVE PARA PORTADORES DE OUTRAS DEFICIÊNCIAS, JÁ DEU PARA PERCEBER QUE É PRECISO SEMPRE ACREDITAR E VENCER OS DESAFIOS, BASTA TENTAR!
QUE LIÇÃO INCRÍVEL? E PARA QUE PRECONCEITO, SE SOMOS TODOS CAPAZES?
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