segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SÍNDROME DE DOWN

O maior objetivo da educação infantil é fazer com que a criança seja mais autônoma em sala de aula. Adquirir autonomia é interiorizar regras da vida social para que se possa conduzir, sem incomodar, o restante do grupo. Essa adequação social é condição primordial para que seja integrada. (Mills apud Schwartzman, 1999, p. 23)
Porém, o cérebro de uma criança com Down, não atinje seu pleno desenvolvimento e assim todas suas funções ficam alteradas. Essa deficiência mental diz respeito ao processo desenvolvimento-aprendizagem, aos fatores biológicos e também com o ambiente físico e social. Esta afirmação colocada por Schwartzman (1999) diz que o cérebro de um recém-nascido possui capacidades de aprendizagem, porém, estas serão desenvolvidas através da internalização de estímulos que por sua vez se dá através da aprendizagem que está intimamente associada aos fatores biológicos, como integridade orgânica, além de sofrer influências diretas dos fatores ambientais e sociais. (Schwartzman, 1999, p.243)
Jean Piaget também faz esta abordagem quando afirma que “os indivíduos nascem apenas com potencialidades (capacidade inata) á capacidade de aprender”. Assim, todo conhecimento e todo o desenvolvimento da criança depende de exposição ao meio e dos estímulos advindos deste. Para Piaget, a base do conhecimento é a transferência e assimilação de "estruturas". Assim, um conhecimento, um estímulo do meio é encarado como uma estrutura que será "assimilada" pelo indivíduo através de sua capacidade de aprender.
A aprendizagem é realizada com sucesso se capacidades de assimilação, organização e acomodação, estiverem integradas, para que um indivíduo esteja sempre adquirindo novas informações. Desta forma, quando se depara com um dado novo, para a internalização do mesmo, o indivíduo deve reorganizar as aquisições já adquiridas, para acomodar os novos conhecimentos sendo por este processo que linguagem e cognição se desenvolvem. Para estimularmos uma criança, temos que incentivá-las a serem mais competentes para resolver as exigências que a vida traz em seu contexto cultural.

Referência Bibliográfica
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.

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