A família deve ser orientada e motivada a colaborar, participando do programa educacional, promovendo desta forma uma interação maior com a criança. Também é fundamental que a família incentive a prática de tudo que a criança assimila.
"A qualidade da estimulação no lar e a interação dos pais com a criança se associam ao desenvolvimento e aprendizagem de crianças com deficiência mental".(Crawley, Spiker, 1983).
Assim é fundamental que a família seja orientada quanto à natureza intelectual, emocional e comportamental, quanto aos recursos e serviços existentes para tratamento e educação, e quanto ao futuro que se reserva ao portador de necessidades especiais, de forma que permita aliviar a ansiedade e diminuir dúvidas. Assim os conselhos devem se preocupar com os temores e ansiedades, sentimentos de culpa e vergonha, dos familiares e deficientes. Devem reduzir a vulnerabilidade emocional e as tensões sofridas, aumentando a capacidade de tolerância.
Outro fator deve ser considerado que é a superproteção dos pais em relação à criança e que pode influenciar, de forma negativa, no processo de seu desenvolvimento. Normalmente o que ocorre é que são concentradas atenções nas deficiências da criança de modo que os fracassos recebem mais atenção que os sucessos e a criança fica limitada nas possibilidades que promovem a independência e a interação social.
Pesquisas mostram que a família é primordial para a aquisição de linguagem oral, principalmente nos primeiros anos de vida. Quando a criança encontra-se em período de maturação orgânica e seu sistema nervoso está sendo moldado pelas experiências e estímulos recebidos e internalizados. A estimulação do portador de deficiências especiais na fase inicial da vida é extremamente importante para o desenvolvimento normal da criança, e minimiza as ocorrências de déficits de linguagem na primeira infância, que poderão trazer sérias conseqüências futuras. Pois no período da primeira infância, o cérebro humano é altamente flexível.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
RELATO DOS PAIS
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