Para assegurar a educação especializada algumas medidas devem ser tomadas, como: aumento da oferta de serviços de educação especial com equipamentos, equipe qualificada, material didático especializado e espaço físico adequado às necessidades especiais dos deficientes, assim como criação de programas de preparo para o trabalho, estímulo a aprendizagem informal e orientação à família.
No entanto, a falta de atendimento especial principalmente em pré-escolas, carência de recursos e equipe qualificada, inadequação do ambiente físico, falta de novas propostas de ensino, descontinuidade de planejamento e ações, desigualdade de recursos e oportunidades, vem dificultando o acesso de muitas crianças especiais ao ensino especializado.
A criança Down apresenta muitas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve primordialmente respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades específicas das crianças.
Segundo Mills (apud Schwartzman, 1999, p. 233) a educação da criança é uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais.
O fato da criança especial frequentar a escola permitirá adquirir, progressivamente, conhecimentos, cada vez mais complexos que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo.
E como bem descreve Piaget, “o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham. O conhecimento resulta da interação entre os dois”. Assim, a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito-objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o começo, onde o ensino deve ocorrer de maneira sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, na primeira infância, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento através da estimulação de diferentes áreas.
É importante que o educador promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, respeitando a evolução da aprendizagem gradativamente. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, pois estas atitudes não trazem benefícios a criança e ainda podem causar lhe estresse.
Em crianças com síndrome de Down é comum observarmos evolução desarmônica e movimentos estereotipados. Esta defasagem pode ser compensada através do planejamento psicomotor bem direcionada, que lhe proporcionam experiências fundamentais para sua adaptação.
A atividade física na escola tem proporcionado não só a crianças normais como também as crianças portadoras de necessidades especiais, uma grande oportunidade de se desenvolverem. O resgate da importância do corpo e seus movimentos, o conceito de vida associado a movimento, a retomada do indivíduo como agente ativo na construção de sua história, proposto pela educação física, afirma que o corpo não pode ser separado da mente e suas funções se completam. Assim sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas, são fundamentais no processo de formação da criança e é pelo corpo, que esta experimenta o mundo e o movimento, sendo ele o mediador nas suas construções.
Schwartzan, J. S. Síndrome de Down. São Paulo: Mackenzie, 1999.
Estamos assistindo mais um depoimento e exemplo de superação. Através do esporte o portador de Síndrome de Down conseguiu e continua conseguindo romper barreiras, obstáculos fundamentais para o processo de desenvolvimento da sua formação.
ResponderExcluirBjs
Mônica - Grupo E